Outra vez Natal!

Não sei se já repararam mas já é Natal outra vez! Isto começa a tornar-se repetitivo.
Uma vez que isto é para ser celebrado todos os anos sugiro, então, que se façam algumas pequenas alterações. Podiamos começar pela ementa. Caso não saibam, o bacalhau, se continuar a ser consumido da maneira que é actualmente, irá alcaçar a sua extinção dentro de dez anos e por isso, a minha primeira sugestão é para que se troque o famoso e tradicional bacalhau por..................... (suspence)................... feveras grilhadas com com arroz de feijão. Que tal? E como o feijão pode causar gases, podiamos substituir as coves cozidas (que também causam gases) por resmas de raparigas com mais de 18 anos (não vá o Diabo tecê-las) semi nuas e dotadas de um bom par de seios pois está provado cientificamente que se um homem olhar durante 10 minutos para um bom par de mamas, o ritmo cardiaco aumenta e equivale a uma ida ao ginásio.
De seguida, passamos para as prendas. As meias brancas com raquetes de tenis deveriam ser abulidas e todos os seus vendedores e compradores, que tanto sofrimento causam àqueles que as recebem, deveriam ser pendurados pelos testículos, se for homem, e pelos mamilos, se for mulher, na torre da igreja lá da zona para que servisse de exemplo a todos os que se atrevessem a tal maldade. Enquanto esta lei não for aprovada, se estão a pensar em estragar o Natal a alguém, pois então, estão à espera de quê? Ofereçam meias brancas com raquetes.

Ah e tal que três reis magos seguiram uma estrela e foram param a Belém. Pois, tá bem tá.
Está na altura de se revelar em primeira mão, nada de coisas usadas, a verdadeira estória de como nasceu o natal.
Em 1920, na localidade de Abraveses, estavam reunidos na tasca do Virgilinho, três reais bestas completamente bêbedas. E começa o Rei (também conhecido por Sargento) Marques a dizer para o Rei da Electricidade (também conhecido por Jorge 25): "Oh meu merdas, porque eu é que sei como é e quando estou bêbedo grito AIIIIIIIIIIMEEEEEEEEEEEEENNNNNNNNN e digo que sou mais inteligente do que os outros, já viste este meu cabedal? Olha para estes bícepes! Dou-te um murro que até vês estrelas". E assim foi. O Rei Marques espeta uma valente murraça no Rei da Electricidade e, com as estrelas a girarem em torno da sua cabeça, este diz: " Sim senhor, que valente coice que que você tem. Mas, as marotas das estrelas começaram a fugir para a poça. E diz a terceira real bêbeda besta que respondia pelo nome de Rei dos Capa Cabras (A.K.A Salvador): "Oh reais bestas, e se fossemos atraz das estrelas? Ao que eles eloquentemente responderam: "Há lá vinho? Então vamos. E foram.
Chegados à poça, econtraram a Adelaide Porqueira a lavar as suas cueconas. Para quem não sabe, Adelaida era a gostozona lá do pedaço. O Rei da Electricidade perguntou delicadamente a Adelaide: "Oh boa, viste por aí umas estrelas e tal?". O Rei dos Capa Cabras acrescentou ainda: "Se a tua vontade fosse como a minha, já o lá tinhas!". É claro que o Rei Marques não quis ficar para trás e disse: "Oh mula, não queres abrir as tuas alas para o meu Noddy?"
Adelaide respondeu: "Sim, eu vi umas estrelas a passar por aqui. Acho que foram pró Continente. Ah, e mais, no caminho para lá, vocês podem aproveitar e irem todos para o c*r*lh*." E lá foram eles. Para o Continente, claro.
Lá chegados, dirigiram-se à secção dos congelados e pediram dois quilos de salmão pois estavam a fazer tenções de o grilhar e salmão grelhado com molho de limão e oregãos é muito bom.
E foi assim que realmente nasceu o Natal. É lógico que o padre de Abraveses não gostou muito desta versão e pediu ao Luis Fixe para este reescrevesse esta estória e a tornasse em algo credível e que as pessoas podessem aceitar e usar para mostrar ao mundo, todos os anos, o seu lado materialista e consumista.
Luis Fixe teve apenas uma pequena dificuldade. Como é que era possivel numa noite de Dezembro, estar um menino nú deitado nas palhas de uma manjedoura dentro de uma gruta, rodeado por animais e estranhos bêbados sem que viesse uma assistente social e tirasse o puto aos pais e o entregasse a uma família de acolhimento? E depois ele pensou para si: "Ai Luís, Luís como é que tu, o ser mais perfeito do universo, cujo unico problema é seres um pouco parvo ainda não deste conta que estamos em Portugal e que aqui tudo á permitido?"
Ai, Portugal, Portugal
De que é que tu estás à espera?
Tens um pé numa galera
E outro no fundo do mar
Ai, Portugal, Portugal
Enquanto ficares à espera
Ninguém te pode ajudar
...
Tiveste gente de muita coragem
E acreditaste na tua mensagem
Foste ganhando terreno
E foste perdendo a memória
Jorge Palma